Convidado para falar sobre suas “viagens fantásticas ao redor do mundo”, Zeca Camargo esteve presente no 16º Salão Paranaense de Turismo e pôde compartilhar um pouco de suas experiências como jornalista e viajante com o público presente.
Aos 47 anos e conhecendo “apenas” 94 países (e meio – já que a Alemanha Oriental não existe mais), Zeca contou que sua curiosidade pelo mundo teve origem na infância, com estímulo do pai. Embora o estímulo sempre viesse acompanhado de uma sessão de leitura de verbetes de enciclopédia (a velha Barsa!) para conhecer previamente o lugar para o qual viajavam, com este pequeno exemplo mostrou-se evidente que a experiência de viagem se tornava muito maior com o embasamento prévio sobre o destino.
Com mais histórias e risadas, ficou evidente também o papel fundamental do agente de viagens que, no caso de Zeca, colaborava e tornava possível as maluquices de datas e itinerários com datas sempre apertadas, entre muitos outros poréns! A figura do agente de viagem resolvia (ou tornava bem menor) os problemas com vistos, fusos horários e voos, reservas de hotéis e outras peculiaridades relacionadas.
Viajante de muito bom humor e espírito aventureiro, Zeca compartilhou também muitos dos apertos passados por viajar com verbas incrivelmente mínimas – além de situações inusitadas, como o quadro que havia no Fantástico que dependia da escolha do público (votar em um destino), para então viajar e fazer a matéria (muitos lugares que queria ter visitado, como Bali e a Ucrânia, acabaram não recebendo a votação – ou ainda o caso da Grécia, em que acabou indo parar em Meteora ao invés de cobrir a abertura das Olimpíadas!). Detalhes como prazos curtíssimos, itinerários obrigatórios totalmente fora de rota e aeromoças de 60 anos (usando o mesmo uniforme desde que começaram a trabalhar, 40 anos antes oõ!) fizeram parte do discurso.
Mas, qual o porquê de viajar? O que leva alguém a viajar? Baseado nisto, Zeca conta que as pessoas procuram o inusitado, o desconhecido, o que é novo para elas. É atrás disso que as pessoas vão porque estão buscando emoções e assim, histórias para contar. A chance de ir até um lugar e depois compartilhar a sua própria experiência com alguém foi como Zeca definiu uma viagem de verdade. O fato de estar não só presente no local (como um guia qualquer pode indicar), mas também parar e vivenciar o lugar para senti-lo e assim guardar suas próprias impressões a respeito – a verdadeira experiência de viagem só começa quando os clichês de viagem são ultrapassados.
E o papel dele nessa história toda? Inspirar.
E dos agentes de viagem? Possibilitar!
Ah, e cabe lembrar, como foi dito, que todo lugar vale a pena conhecer – não existe viagem ruim, e sim, momentos bons ou ruins de se viajar para algum lugar (que vão proporcionar experiências boas ou ruins de viagem então).
+ ouvi e marcou +
-> Ideia em lan-house no meio do nada no Vietnã: ticket volta ao mundo [coisa muito bacana e nunca tinha ouvido falar!];
-> Em alguns cantos do mundo, inglês fluente é: stop, food e money;
-> Lugar que gostaria de ir: Papua Nova Guiné, no Pacífico;
-> Lugar que adora: Istambul!
-> Lugar que vai todo ano: Portugal;
-> Celeiro Musical: Mali;
-> Fim do mundo: Timbuctu.